18 agosto, 2007

A phillips e o PIAUÍ

Ficamos, todos, estarrecidos com o que o Sr. Zottollo falou a respeito do Piauí. Lógico, imaginávamos que um homem que chega ao topo da Diretoria de uma empresa como a multinacional Phillips deva ser, no mínimo, cortez. Diplomático, sim! Luis Nassif, em seu blog (luisnassif.blig.ig.com.br) mostra, em entrevista, o quanto o cara é sem nexo, sem tino. Ele diz que o que o motivou a encabeçar esse movimento, CANSEI, foi “20% de mágoa do governo e 80% de cidadania”. Cansei disso. Será que ele exercita a sua cidadania brasileira, desqualificando um estado como o Piauí, esquecendo sua brava gente e sua história?

Na realidade, ainda não consegui assimilar o que "diabos" é esse tal de movimento CANSEI. Cansaram de quê? Esses ricos... Ah! que pena deles, bichinhos... Quanto ao que ele falou sobre o Piauí, e agora vou falar como piauiense, foi de uma deselegância, falta de educação, grosseria e tantas outras coisas que prefiro não me reportar. É uma pena que, rico, ele não tenha aprendido, pelo menos, boas maneiras no trato com as pessoas, na Escola onde ele estudou.
Talvéz, também ele não saiba que o Piauí é muito mais importante para a história da humanidade, que ele e a empresa que ele representa, e esperamos, não tenha falado por ela.
Se ele não tivesse nascido, certamente não faria falta alguma. Concordamos com tudo que disseram o Governador Wellington Dias e os Senadores Mão Santa e Heráclito Fortes. E como diz o jornalista Mauro Sampaio em sua crônica no acessepiaui.com.br: "Paulo Zottolo revelou a intimidade elitista do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Os exemplos da nata estão acima. Cansada de quê? Do Piauí, puxa vida. Que mal nós fazemos senão a nós mesmos? Também fazemos bem. E um dia faremos melhor. Mas dos meus planos de piauiense, a Philips está fora. Tanto faz quanto tanto fez ela existir. Ninguém vai ficar chateado mesmo. Um Estado não se substitui, mas uma marca, sim."

08 maio, 2007

Um Adeus ao amigo Baltazar Melo

Acabei de ser informado do falecimento de meu mui estimado e querido amigo Baltazar Melo. Engasgou em minha garganta o soluço de um choro ainda não chorado. Era uma pessoa muito especial pelo qual eu dispensava uma grande admiração, aprêço e amizade. Não sei por que as pessoas que a gente ama têm que partir. Sei a dor que seus filhos estão passando neste momento. Fico imaginando minhas tias, na distante, e tão perto, Batalha.

Nós, simples mortais, nunca nos preparamos para a morte, embora ela seja a única certeza que temos ao nascer. Alguns, infelizmente, não conseguem nem nascer com vida... Outros a têm e não conseguem fazer nada com ela. Outros deixam exemplos que precisam ser seguidos. Baltazar era uma dessas figuras espirituosas e de profunda sabedoria.

Gostaria, no entanto, de fazer – lhe algumas referências ao meu “velho” amigo. Incontáveis tardes de conversa à sombra de seu jardim na Jockey Clube, esquina com rua Angélica, onde ergueu – se um bonito edifício e em cujo espigão colocaram o seu nome, como forma de homenagem.

É... morre o homem. Fica o exemplo!

Baltazar Melo era filho de Messias de Andrade Melo e Ana de Castro Machado Melo (Nanoca). Descendia de duas linhagens relevantemente importantes para a região norte do Piauí. Do lado do Pai, vinha o nome, homenagem ao avô, Balthazar Jovita de Andrade, das bandas de Santo Antônio do Surubim, retrógrada Bitorocara, hoje Campo Maior. Da mãe, Nanoca, vinha a descendência legítima dos portugueses. Neto de Antônio Guilherme Machado de Miranda; sobrinho – neto de José Amaro Machado (que foi Presidente da Província do Piauí); e, bisneto de Amaro José Machado, o primeiro, que veio de Portugal.

De uma família de políticos importantes e influentes. O Pai, foi intendente e prefeito da Batalha. O avô, Deputado Provincial, Estadual e membro do Conselho do Tribunal Especial. O tio – avô, presidiu o Piauí, à época da Província. Dos irmãos, dois se destacaram na política: Clovis e Antônio Machado Melo. Ambos foram Prefeitos de Batalha e Deputados Estaduais. Clovis foi, como Baltazar, Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Deixa viúva, dona Secé Carvalho Melo e órfãos, as queridas e estimadas Teresa do Carmo, Ângela, Ana Cristina, Lina Rosa, os médicos Paulo Henrique e José Andrade e o engenheiro Baltazar Filho.

De nossa parte, compartilhamos sinceramente os sentimentos generosos dos amigos. Creio que Batalha também chore a perda de um filho ilustre. E o Piauí, a quem serviu com tão grande abnegação nos cargos que desempenhou, lhe deve um voto de pesar.

Nobre e inestimável recompensa que tiveram neste mundo suas virtudes cívicas, suas belas qualidades e seu nobre caráter!

“Réquiem eternum donna eis. Dominne est lux perpetua luceata eis”.

25 abril, 2007

O Início da Batalha

A história de Batalha é muito antiga. Muito além daquilo que nós possamos imaginar. O desbravamento da região de Batalha se confunde com o das terras ao norte de Piauí, que resultou na ligação entre o Ceará e o Maranhão, ligação esta, proveniente da ação catequética dos jesuítas na Ibiapaba.

Ascenso Gago e Manuel Pedroso foram os missionários que comandavam do Hospício da Ibiapaba, criado pela Carta Régia de 8 de janeiro de 1697, as incursões pela região e, nesse mesmo ano, evangeizaram em solo piauiense, como nos conta Jureni Machado Bittencourt.

Como registro primeiro das terras batalhenses, quero ater – me ao desbravamento da região por volta de 1712, como cita Padre Cláudio Melo em sua obra: Bernardo de Carvalho, editada pela Universidade Federal do Piauí, em 1988.

Cita, o Padre, em sua obra:
“Bernardo de Carvalho e Aguiar vindo de uma família de nobres portugueses para o Brasil, adentrou em solo piauiense no ano de 1698, protegido do Palácio Provincial do Maranhão, ao qual o Piauí pertencia. Conquistou muitas lutas que a história abriga, lhe oferecendo, gentilmente, a insigne de herói.

Certo do assentimento do Governador que o nomeara Mestre de Campo e toda a conquista do Piauí e Maranhão, Bernardo de Carvalho imediatamente organizou sua tropa. Discutido com todos a estratégia da primeira operação, distribuídas as funções, inicia – se sua caminhada no dia 20 de setembro de 1712.

Bernardo de Carvalho partiu logo sobre o gentio rebelado, com uma grande tropa feita à sua custa, a qual assistiu com muita pólvora, chumbo, armas, escravos e cavalos*1.

Após uma marcha de doze dias rumo a fronteiras do norte do Ceará, chegam a um riacho. Ali, o Senhor de Bitorocara teve notícias de um ataque indígena a uma fazenda naquelas proximidades, perto de Piracuruca, onde foram mortos 14 ou 15 pessoas e onde fizeram muitos estragos, saqueando o quanto puderam.

A notícia levou a tropa a mudar sua direção. Prontamente Bernardo de Carvalho e seus companheiros rumaram em direção aos saqueadores, no encalço daqueles bárbaros, cuja trilha foi fácilmente descoberta. A tropa foi dividida para o ataque. Antes, porém, que estivesse pronto o cerco, um tiro inesperado de uma arma serviu de sinal ao gentio que, em desesperada fuga, deixou parte da bagagem roubada, 200 gados e alguns cavalos. Cerca de 10 mortos e alguns feridos foi o resultado do quase fracassado encontro.

Bernardo de Carvalho apenas perdeu um soldado e teve três homens feridos. Não contente, porque a vitória foi apenas parcial, o comandante colocou parte da tropa em seguimento ao inimigo fugitivo. Conhecedor da importância estratégica do local em que se encontrava, auxiliado pelos que ficaram consigo, mandou fazer uma torre estacada para a segurança das bagagens e pólvora.

O inimigo foi alcançado cinco dias depois e nele se fez bastante estrago. Este novo choque se deu nas proximidades do Longa, em local propício a pastagem e foi ocupado por fazendeiros que lhe deram o nome de Batalha*2


Os guerreiros selaram com as patentes do céu o nome do novo lugar, que ficou conhecido como Lugar da Batalha de São Gonçalo, para cujo santo, construíram – lhe uma capela.

15 março, 2007

Direitos Humanos

Recebí de um amigo e estou repassando, neste blog, para meus poucos leitores.

Onde estão Dom Paulo Evaristo Arns e os sacripantas dos Direitos Humanos?
Por Orion Alencastro (Do Observatório de Inteligência, 11 de fevereiro de2007)

O sangue da sociedade brasileira tinge o chão das ruas das cidades, infelicita famílias que vão perdendo seus entes queridos sob a sanha dos que sãoalimentados pelo crime. Sequestram, assaltam, matam a sangue frio, asfixiam eincineram corpos, arrastam crianças indefesas, dependuradas até a morte, em um veículo na cidade maravilhosa do crime.Estranho. Onde estará Dona Marisa Letícia, primeira mãe da Nação que não consolamães que perdem seus filhos barbaramente? Não ouvimos uma palavra de alento,solidariedade e repulsa do ex-candidato a Prêmio Nobel da Paz, Dom Paulo Evaristo Arns, do ex-ministro José Gregory, pioneiro da Comissão de Justiça ePaz, do angélico Frei Betto, do douto Professor Dalmo Dalari,apologista dos Direitos Humanos, do Frei "chapa fria" Bofe, teólogo da venenosa Teologia da Libertação, do espírito flutuante do saudoso pastor-reverendoWhite, do padre Lancelloti, plantonista de tragédias, e tantos outros.Onde está o movimento aproveitador das pensões da ditadura, "Tortura Nunca Mais"? Onde está o seu advogado milionário, Luiz Eduardo Greenhalg, defensordos Direitos Humanos, que turbou a investigação do assassinato do colegapetista Prefeito Celso Daniel? Essa gente, piolho vermelho, não aparece para defender a sociedade da tortura imposta pelo crime que se avantaja nogoverno de Luiz Inácio da Silva, o mesmo que sustentou uma quadrilha decriminosos já denunciados pelo Procurador-Geral da República.Que vergonha! Que cinismo dos líderes religiosos! Onde está o clero brasileiro, a poderosa multinacional Igreja Universal do Reino de Deus e seus agentespolíticos, que não bradam e não saem às ruas contra o crime?Onde está Mr. Francisco Whitaker, ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz, hoje líder e fundador do Fórum Social Mundial, metamorfose do MovimentoComunista que agasalha todas as organizações narco-terroristas do planeta?A história demonstra que todas as tiranias começam adulando movimentos que contrariam a ordem pública e social.O crime é munição e agente da esquerda. Seus militantes são reservistas deprimeira categoria para o alinhamento ao assalto do poder, quando um governodesarma a sociedade boa, generosa e trabalhadora, do seu legítimo direito de defesa. Estamos sob o governo do crime complacente, indulgente, que ajuda esubvenciona o Crime Organizado dos Sem Terra e Sem Teto, treinados pelasFARC e outros, que atemorizam, invadem, destróem e rendem notícias e imagens de um país sem a segurança do direito.Até quando assistiremos a classe togada, os magistrados que não andam a pé nasruas, permanecer covardemente entocada, sem reagir unissonante contra o crimeque avança, domina e vai tomando conta de todos os setores da vida nacional? - José Maria de Aguiar Ramos Baía

07 março, 2007

Igreja de São Gonçalo


Quem me conhece sabe que sou um apaixonado pelas cousas de Batalha. E como não podia ser diferente, por São Gonçalo, que nós cultuamos como Santo e Padroeiro. Assim, sou mais apaixonado, ainda, pela sua igreja, em minha terra. Detalhe: nunca me cansei de apreciar beleza tão grande. Nascí e me criei na casa de minha avó, de frente para essa lateral lindíssima desse monumento batalhense. Curtam... (ah, roubei essa foto da galeria de fotos de Batalha, no portaldaclube.com, onde o George escreve!)

05 março, 2007

Uma Batalhense no Poder

Todos os anos se comemora o aniversário da Batalha do Jenipapo, ocorrida no município de Campo Maior, em 13 de março de 1823, onde piauienses se juntaram a cearenses e maranhenses e guerrearam com o Major Fidié pela Independência do Brasil, derramando alí, às margens do Jenipapo, o sangue dos vaqueiros, camponeses e cidadãos simples, pela unidade nacional. A confusão começou na Parnaíba, em 19 de outubro de 1822 (hoje, Dia do Piauí), quando Simplício Dias e outros, aclamaram a Independência do Brasil. Quando a notícia chegou em Oeiras, então Capital da Província, o Major Fidié, Governador das Armas e defensor da fidelidade à coroa portuguesa, rumou com seus homenas para abafar o fato. Oeiras ficou sem guarnição. Poucos homes da confiança do Major ficaram no lugar. Manuel de Sousa Martins, futuro Visconde da Parnaíba toma de assalto a casa da pólvora e o Palácio da Província, e declara Oeiras Independente.
Quando o Major soube do acontecido, tratou de fazer o caminho de volta. Só que na Piracuruca, Leonardo de Carvalho Castelo Branco já havera proclamado a Independência à frente da matriz de Nossa Senhora do Carmo.
Os campomaiorenses, quando souberam, reuniram - se e ficaram à espreita, esperando o Major que, mesmo tendo vencido a Batalha, rumou para o Maranhão, com medo de enfrentar uma revolta popular no caminho, de regresso a Oeiras. Essa data, 13 de março de 1823, passou a adornar a bandeira do Piauí.
Este ano, o Governador Wellington Dias, resolveu homenagear com a medalha da Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí, algumas personalidades campomaiorenses, e, qual minha surpresa com a indicação, por parte do professor Fonseca Neto, do nome de Vicência Alves de Menezes. Vejam, porque: Ela foi a primeira prefeita mulher do Brasil (é, porque embora a primeiríssima tendo sido eleita no RFio Grande do Norte, em 1929, não foi válido porque as mulheres só tiveram direito a voto em 1934, com Getúlio no Poder.
Comuniquei - me, então, com dona Léa Ferraz Pessoa, sobrinha - neta da homenageada. Léa mora em Fortaleza, e me mandou o relato abaixo:
"VICÊNCIA ALVES DE MENEZES, professora formada pela Escola Normal de Teresina em 10 de janeiro de 1918, nasceu em Batalha, Piaui, a 1 de fevereiro de 1897, transferindo-se para Campo Maior ainda muito jóvem. Filha de Raimundo Francisco Alves e de Raimunda de Menezes Alves, foi a segunda de dois outros irmãos, Francisco Alves Cavalcanti e José Alves Cavalcanti. Por despacho do Ministério Público de 31/07/1956, teve o seu nome retificado para VICÊNCIA ALVES CAVALCANTI. Solteira, faleceu em Teresina em 1990, não deixando descendentes diretos, apenas sobrinhos.

Tomou posse como Prefeita Municipal de Campo Maior, Piaui, em 27/12/1934, aos 37 anos, em solenidade presidida pelo Bispo de Teresina, D. Severino Vieira de Melo. VICÊNCIA ALVES fica no cargo até 8 de novembro de 1935. Segundo personalidades e historiadores da época, VICÊNCIA ALVES é tida como boa e austera administradora. Manteve o equilibrio das Contas e do Orçamento Municipal do Ano de 1934/1935 de Rs.170:000$000 com despesas previstas de Rs. 169:000$000, e realizou algumas obras tendo como destaque a ponte sobre o rio Surubim. Iniciou, assim, a ligação do centro com o bairro de Flores abrindo oportunidade para a expansão da cidade de Campo Maior, inclusive com melhor comunicação desta com a cidade de Barrras e, posteriormente, com a construção da estrada ( hoje asfaltada ) na gestão do Govêrno Leônidas de Castro Melo.

De acordo com pesquisadores e de informações em "As Mulheres Fazem História", há indicadores de que VICÊNCIA ALVES foi a segunda mulher Prefeita da História do Brasil, após a eleição em 1928 de Alzira Soriano de Sousa como Prefeita de Lages,RN, mas que teve os votos femininos posteriormente anulados, porquanto só em 1932 Getulio Vargas promulga o Novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o acesso e o direito de voto às mulheres brasileiras."

22 janeiro, 2007

O Aniversário da Remédio

Minha tia Matilde, muito espirituosa, sempre disse que, "depois dos quarenta, não se comemora aniversário. Um leve brinde aos anos vividos, já conta". Mais na comemoração e no brinde. Foi assim o natalício de minha cara Remédio Lustoza.
A Remédio é daquelas pessoas que a gente ama de início. Conhecí essa figura, há muito tempo, Lá se vão quase 20 anos. Ela e os filhos. Costumo dizer que é a minha família de Teresina, dada a aproximação e a intimidade de nosso convívio quase diário, não muito, por conta de viagens e compromissos, tipo nota fora da pauta.
No clima de muita amizade e carinho, passando pela consideração e afeto, é que sempre convivemos. Alí, entre a Areolino de Abreu e a Gabriel Ferreira, no centro da cidade. Sempre estivemos juntos, em momentos alegres, tristes, fáceis e difíceis. Sempre dividimos as alegrias e tristezas.
Mais, ainda, para demonstrar esse apego, minha identidade difere um único dígito da de Gisella, filha de Remédio, minha "meia - irmã". Tiramos no mesmo dia. Leno, mais novo e Giovana, também levam a mesma consideração.
Pois, primeiro falei de minha intimidade com eles, para poder desenhar o meu rosário.
Maria do Remédio Lustoza Serafim é filha de Antônio Lustoza e Zélia Castro. Morou em Piripiri, na casa de sua prima Socorro. Morou, também, no Canindé, quando recebeu a proteção de São Francisco. Muito querida por todos. Casou com um cearense, o Luis Serafim, com quem teve três filhos: Gisella, Gisleno e Giovana.
Este ano, no dia dedicado a São Sebastião, padroeiro de Esperantina, Uruçui, Parnaíba e Rio de Janeiro, nos reunimos, os "mais chegados", para cantar o Parabéns a ela. O primeiro do dia, aconteceu logo às 0h02, da data natalícia da amiga. Estávamos na garagem: eu, João Messias, Zé Raimundo, Gisleno (que tinha acabado de chegar de São Luis do Maranhão, onde faz residência médica), a Gisela e a Remédio. Tudo embalado a um bom scoth, rum e panelada, isso mesmo, panelada do Cantinho do Jambo. Saímos de lá as cinco da matina.
Voltamos, então, ao meio - dia, para o regabofe, que foi até a madrugada do dia seguinte. Aqui a festa foi espetacular. Veio o Mário, a Teresa e a Amélia (minha companheira churrasqueira; sem nós dois, o fogo não acendia e a carne não assava). Irmãos. Amigos muitos, mais os de nossa geração. Colegas de escola e de faculdade da Gi e do Leno. Médicos formados, que vcs verão nas fotos que vou postar mais tarde.
Os anos novos da Remédio foram comemorados com muita alegria. Fica só a vontade de que ela viva o dobro do que comemorou, nos dando a alegria de poder dividir a amizade sempre afetuosa.

08 janeiro, 2007

Os 60 anos da Comarca de Batalha

Em 1855, com a emancipação do município, Batalha transformou - se em Termo Judiciário. Em 1859, o Decreto 2.440, reuniu os Termos de Batalha, Independência, Parnaíba e Príncipe Imperial e criou a Comarca da Parnaíba, em 13 de julho daquele ano.

Com a criação da Comarca de Barras, em 10 de junho de 1871, pelo Decreto 4.739, Batalha e Piracuruca ficaram jurisdicionadas à “Terra de Nossa Senhora da Conceição” até a criação da Comarca de Piracuruca, em 18 de maio de 1878, pelo Decreto 6.908.

Batalha perdeu sua autonomia judiciária, quando o Termo foi extinto, em 26 de junho de 1931, anexado, novamente à Comarca de Barras, por força do Decreto 1279, daquele ano, derrubado em 2 de maio de 1934, pelo Decreto 1536, que restaurou sua autonomia.

Somente em 24 de janeiro de 1947, o Decreto 1.400 cria a Comarca de Batalha e Regeneração.

Somam - se, neste 2007, 60 anos de criação da comarca de Batalha, data, que esperamos, mereça pelo menos um registro, que não seja este, em meu blog, e seja devidamente comemorada.

Uma comarca com juízes da magnitude de Simplício Coelho de Rezende, Vicente Ribeiro Gonçalves, Adolfo Uchôa, Berilo Mota, Joaquim Arcoverde, Aldemar Soares Lima, Osiris Neves de Melo Filho, Renato de Castro Franco, Joaquim Dias de Santana Filho, José James Gomes Pereira, José Bonifácio Júnior, Olímpio Galvão, A. Tito Neto, Pedro Macêdo e Mara Rúbia Machado, atualmente sob o comando do ilustre amigo Luiz de Moura Correia e que nos deu Antônio Guilherme Machado de Miranda, Carlos Magno de Almeida, João Batista Machado, Antônio Pedro de Almeida Neto, Raimundo Nonato Machado, Nonato Lopes e outros tantos novos, não pode ficar esquecida em sua data maior.

De qualquer forma, fica o nosso registro. E as nossas congratulações a todos que fazem a Comarca de Batalha.

28 dezembro, 2006

A Foto do Ano
















"Adorei este sorriso. Eita alegria contagiante!
Parabéns amigo pelo seu blog, adorei!!!
Jacqueline Melo"

"Milton Filho é um sujeito que Deus faz um e quebra a fôrma. A competência e a dedicação ao trabalho são traços marcantes no desempenho do cerimonialista Milton Filho. Na linguagem coloquial "é pau para toda obra", no bom sentido do termo. Com a sensibilidade de uma criança e um senso de humor que deixa qualquer comediante no chinelo, Miltinho é a pessoa que faz a diferença na festa.Sem ele, certamente a festa tá faltando alguma coisa. Lembro-me da imagem na madrugada da Parnaíba, em frente ao cemitério, o Milton Filho discretamente virando uma boa dose de "cowboy". E olha que durante o dia ficou igual uma carne-de-sol no passeio ao Delta. Aproveita as coisas boas da vida sem perder o foco no trabalho sério. Sem querer criar polêmica, mas acho o Miltinho tá mais para a equipe da SAGG do que o seu setor no governo, concordam? Como diz Exupery "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Carlos Eugênio Teixeira".

26 dezembro, 2006

A Freguesia de São Gonçalo da Batalha

Muito antes de 1853 - marco da criação da Freguesia de São Gonçalo da Batalha, o terreno fértil da religião batalhense já havia sido descoberto. Assim, quando passeamos no Livro Apontamentos Históricos da Piracuruca, de nosso "primo" Jurenir Machado Bittencourt, lançado por ocasião das festas de aniversário daquela simpática cidade, encontramos relatos diversos.

Desde o início da construção da Matriz, em 1794 (concluída, apenas, em 1814) muitos pastores catequisavam e pregavam o Evangelho. Tem - se notícias dos Padres Antônio Sampaio e Francisco Borges, em meados de 1797; Padre Francisco Borges, em 1803; Padre Domingos Dias Pinheiro, em 1804; Padre José Pontes de Menezes, em 1817; e os italianos Frei Apollônio de Mollineto e Lourenço do Monte Leone, "em incursão pela Ibiapaba passaram 21 dias pregando o Santo Evangelho de Deus" em terras batalhenses (in: Cartas Avulsas - caixa 2 - Poder Executivo - Arquivo do Piauí).

Em 1853, foi criada a Freguesia:

Transcrição da Lei de criação da Freguesia:


"Resolução nº 340, Publicada a 24 de agosto de 1853

Crea uma Freguesia no 3º Districto do Termo de Piracuruca, com
a denominação de Freguesia da Batalha


Luis Carlos de Paiva Teixeira, Vice - Presidente da Província do Piauhy - Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Provincial decretou e eu sanciono a seguinte Lei:
Artigo 1º - Fica creada uma Freguesia no terceiro districto do Termo de Piracuruca com a denominação de Freguesia da Btalha.
Artigo 2º - O orago d'esta Freguesia será o de São Gonçalo e a Igreja Parochial a existente no Povoado que lhe dá o nome.
Artigo 3º - Seus limites serão os mesmos que actualmente tem o referido terceiro districto.
Artigo 4º - Ficão revogadas as disposições em contrario.
Mando, por tanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer, que a cumprão e fação cumprir tão inteiramente como n'ella se contém. O Secretário d'esta Província a faça imprimir, publicar e correr.
Palácio do Governo da Província do Piauhy, 22 de agosto de 1853, 32º da Independência e do Império. Luis Carlos de Paiva Teixeira.
L.S (lugar do selo)
Antônio de Hollanda da Costa Freire"
(in: Código das Leis Piauienses - tomo XIV, parte 1ª - P 23 - 1853)

Faziam parte da Assembléia Provincial, a essa época:

Presidente – Raimundo Antônio de Carvalho
Vice-Presidente – João Antônio Vaz Portella
1° Secretário – Antônio de Sousa Martins
2° Secretário – Francisco José da Silva

Deputados:

Antônio Francisco Sales (Juiz de Direito)
Dr. Simplício de Sousa Mendes
Joaquim Damasceno Rodrigues
Jacob Manoel de Almendra
Antônio de Sousa Mendes Júnior
Eleutério Augusto de Ataíde
Ernesto José Batista
Ângelo Custodio de Araújo Bacelar(Proprietário)
Antônio Martins da Rocha
José Rodrigues Coelho
Mamede Antônio de Lima
Dr. Raimundo Antônio de Carvalho
João Vaz Portella
Antônio Ricardo de Albuquerque Cavalcante
Ângelo Gonçalves (Promotor Público)
Miguel Furtado de Mendonça
Dr. José Mariano Lustosa Amaral
Francisco José da Silva
Otaviano José de Amorim

(in: Legislativo piauiense: www.alepi.pi.gov.br/historia.asp)

Com a sanção da Lei, somente em 1854, realmente, foi instalada a Freguesia, com o reconhecimento do templo de Batalha como Casa de Oração, em 3 de junho daquele ano e, em 20 de agosto toma posse o primeiro vigário oficial, o Padre Antônio Simões de Moura.

A primeira construção da Matriz de São Gonçalo data de 1794, quando foi iniciada e feita uma escriturea pública de doação pelo Major José de Miranda, e concluída 20 anos após, em 1814. Nesses anos todos, sofreu várias reformas.

A Igreja contou, ainda, com uma Confraria, que reunia os "homens de bem" da Villa. Eram os ricos fazendeiros, comerciantes e proprietários, como o Cel Amaro José Machado, Albino Borges Leal, José Florindo de Castro, José Amaro Machado, Antônio Fortes Bustamante de Sá Menezes e Luis Borges Castelo Branco, dentre outros.

O Sino

O Sino de bronze da Matriz - Patrimônio histórico e Cultural da cidade, foi fundido no Quartel das Barras, pelo Mestre Manuel Resplende, que era um exímio conhecedor do manuseio de pólvora para confecção de bombas. À época da fundição dos sinos de Batalha, ocorria a Balaiada - a 'revolta dos balaios' - no Maranhão durante o período de 1830 a 1841 - resultou em mais uma manifestação do processo de crise por que passava a sociedade brasileira durante o período regencial. Sabendo do conhecimento do Mestre Resplende, os revoltosos o sequestraram.

Este sino, hoje, necessita da ajuda de seus abençoados batalhenses. Precisa ser trocado por outro, que custa algo em torno de R$ 10 mil. Uma campanha, encabeçada por nosso amigo Raimundo Nonato Machado - Dudu da Madalena, tenta angariar recursos para a aquisição deste, em Minas Gerais.

O nosso sino, ficará na capéla do Santíssimo, guardado para a posteridade, ladeado por uma placa contando a sua importância histórica para o nosso berço terreno.

Lei nº 346, de 15 de dezembro de 1855

Transcrição da lei de criação da Batalha.

O Comendador Frederico D'Almeida e Albuquerque, Presidente da Provincia do Piauí - Faço saber a todos os seus habitantes, que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sanciono a Lei seguinte:
Atigo 1º - A Povoação de Batalha, da Comarca de Parnahyba, fica ellevada a cathegoria de Villa, com a mesma denominação que tem.
Artigo 2º - O seu termo terá por limmites os mesmos da Freguesia.
Artigo 3º - Haverá na mesma Villa um Escrivão com atribuições civeis e crimmes, servindo, também, de Tabelião do Público, Judicial e Notas e mais annexos.
Artigo 4º - Esta Lei só deverá ter execução depois que houver na referida Povoação, Casa de Câmmara, Jury e Cadeia, ou casa apropriada para prisões, promptificadas independentemente de dinheiros públicos.
Artigo 5 º - Revogão - se as disposições em contrario. Mando por tanto a todas as authoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumprão e fação cumprir tão inteiramente como n'ella se contém. O Secretário d'esta Provincia a faça imprimir, publicar e correr. Palácio do Governo da Provincia do Piauhy, 15 de dezembro de 1855 - Trigésimo quarto da Independência e do Império. Frederico D'Almeida e Albuquerque.
L.S. (lugar do selo)
Filinto Ellysio Fernandes de Moraes a fez.
(in: Código das Leis Piauienses - tomo XV, parte 1ª, p 7 - 1855)

A essa época, a composição da Assembléia Provincial era a seguinte:

Presidente –Antônio Francisco Salles
Vice-Presidente – Antônio de Sousa Mendes Júnior
1° Secretário – Francisco José da Silva
2° Secretário – Umbelino Moreira de Oliveira Lima

Deputados:

Antônio Francisco Sales (Juiz de Direito)
Dr. Simplício de Sousa Mendes
Joaquim Domingos Moreira
Jacob Manoel de Almendra
Antônio de Sousa Mendes Júnior
Ten. Cel. Raimundo José de Carvalho e Sousa
Ernesto José Batista
João Ignácio Botelho de Magalhães
João do Rego Monteiro
Umbelino Moreira de Oliveira
Mamede Antônio de Lima
Dr. Raimundo Antônio de Carvalho
Basílio Francisco da Rocha
Umberto Raimundo de Aguiar
João Martiniano Fontenelle
Luís Furtado de Mendonça
Dr. José Mariano Lustosa Amaral
Francisco José da Silva
Benedito Ferreira de Carvalho
Antônio Fernandes de Vasconcelos
(in: Legislativo piauiense - www.alepi.pi.gov.br/historia.asp)

A instalação da Batalha

A Villa da Batalha de São Gonçalo foi instalada em 7 de setembro de 1858, após serem preenchidos os requisitos exigidos pela Lei. A construção das Casas de Câmara, Jury e Cadeia, que compunham o "Paço Municipal", foi custeada pelos ricos fazendeiros e proprietários da terra.

Nessa data, Benício José de Moraes, Juiz da Piracuruca, instala oficialmente a Vila e dá posse ao seu primeiro Governante, o Cel. José Florindo de Castro. A Câmara da Batalha ficou assim composta:

José Joaquim de Carvalho
Galdino Fernandes de Oliveira Rebouças
Antônio José Vaz
Tibúrcio Rodrigues de Carvalho
Joaquim Marcelino de Carvalho
Antônio Cardoso de Macedo
Antônio Lopes de Miranda

20 dezembro, 2006

Termo de Limites da Freguezia de S. Gonçalo desta Villa de Batalha

Relatório do Padre Clarindo Lopes Ribeiro, transcrito do Livro de Tombo da Paróquia e datado de 22 de janeiro de 1911:

" É muito para admirar que, sendo há tantos annos creada esta freguezia, como sabemos e abaixo mencionamos, somente agora em o nosso parochiato se achem delineados todos os pontos de contacto desta freguezia com as outras suas limitrophes!

Ao mesmo tempo, porém, que isto, vem calar fundo em nossos corações, depara - nos que isto não fôra desleixo dos nossos predecessores, porquanto, em o primeiro livro que servia de Tombo desta parochia, se achava juntamente a Lei da creação desta Freguezia, e por conseqüência, esclarecidos os seus limites; causa porém alheia a nossa vontade, veio trazer - nos a improvancia desses mesmos limites, a qual não me é estranha.

Até o parochiato do Revmo. Sr. Padre Gervásio, esta freguezia achava - se de posse de todo o histórico dos acontecimentos n'ella desenrolados, porém, como não nos é desconhecido, este zeloso Vigário teve um accesso de loucura e isto foi bastante não só neutralizar toda a marcha de um belo ministério, como também vir de um certo modo, prejudicar o archivo da freguezia, reduzindo - o quase todo a cinzas, fazendo parte desse fatal dezastre, o nosso livro que servia de - Tombo.

Eis pois a razão porque, conhecedor desse facto, achando - se a freguezia na escassez dos seus limites, ouvidei todos os meus esforços para, de novo, reencontral - os.

Transcripta a lei da creação desta freguezia, é mais fácil saber os seus limites; e para isso pedimos a um amigo que nos desse, por cópia, os limites civis no tempo que data a creação da freguezia (24 de agosto de 1853), o que, solícito, não se fez tardar, offerecendo - nos o que abaixo transcrevemos:

Limites:

Do rio Longá, na passagem que segue para as Barras dahi em linha recta ao município de Peripery, passando pelas seguintes moradas: Jenipapeiro; Buqueirão; Jabuti; Triângulo; Atoleiro; Morada de Dorothéu Pereira; Palmeira. Anajá, Terra Nova, Poço, Tapéra; Satisfeito dahi em rumo a Piracuruca pelas moradas seguintes: São Paulo; Carêtas; Cajueiro; Porto do rio dos Mattos; e deste, em direcção de uma mata que se tem entre as fazendas Boca da Picada e Lagoa do Sacco, e dahi tomando direcção a fazenda do falecido Prudente Rodrigues de Carvalho, sob o nome Jucá, passando na Picada da Cuia que extrema com o município de Burity dos Lopes, dahi rumo para os logares Atajuba; Verêda; Arame; Barreira Branca; Cantinho, e dahi saindo pela margem direita do rio Longá atté a passagem de Barras, já acima referida.

Batalha 22 de janeiro de 1911

O Vigário, Padre Clarindo Lopes Ribeiro".

Reflexão para o nosso Natal

Gente, olha que mensagem linda... É o "meio termo" para uma boa reflexão nesses dias.

"Neste natal vamos multiplicar amor! que nossas mãos sejam portadoras de paz, de afagos, de carinhos; que escorra delas os mais límpidos sentimentos de bálsamos, de alívio, de força, de luz!
Que possam ser espalhadas boas sementes na terra árida, fazendo germinar o amor entre as pessoas, multiplicando cada melhor essência de nós, fazendo-nos fortes ao meio à tempestade, deixando-nos ver o sol que nasce:
que rompe a noite...
que se faz dia...
que se faz belo....
que se faz vida...
que se chama amor!


Este Natal deve ser um
Aconchego de Paz.
A paz que você tanto almeja faz morada em seu coraçãoe anseia por fazer-se sentir em seus relacionamentos consigo mesmo, com o mundo e com Deus.

Acalente a paz!
Vez por outra, distancie-se de fontes de barulhoe mergulhe no silêncio. Ouça Deus que fala no esplendor da Criação,no âmago de seu coração e lhe faz o convite:"Venha a um lugar deserto..."Acalente a paz ouvindo os sons da naturezaou estilos de músicas que acalmam, relaxam e harmonizam.

Alimente a Paz!
Considere suas leituras, diversões,o uso que faz dos meios eletrônicos e questione o que disso resulta para seu sistema nervoso,seu modo de pensar, sentir e agir. Alimente a paz fazendo escolhas inteligentes. Que tanto seu corpo quanto sua mentee espírito tenham alimento e tratamento saudáveis.

Repense a Paz!
Mostre compreensão para consigoe para com quem lhe causa alguma ofensa ou agressão.Espere que se acalmem as tormentas,e que não afetem suas reações. Experimente ler nas entrelinhas,olhar os acontecimentos com os olhos de Deus,ir além das aparências, devolver recados amorosos,lembrando Cristo que disse:"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".

Acorde a Paz!
Avalie seu envolvimento em tantas atividadese ofereça mais tempo para ouvir o que seus familiares,amigos, vizinhos e colegas têm a dizer. Há preciosidades no passado, tesouros de famíliaque fazem parte de sua história e, cujo resgate,podem dar novo sentido à sua vida.Lembre-se: Você faz parte de um todo,interage com muitas pessoas,mas as mais próximas são as que têm a possibilidade de ajudá-lo.

Reconsidere a Paz!
Experimente encontrar tempoe jeito de aproximar-se dos atarefados, cansados e nervosos;oferecer companhia de silenciosa espera, lembrando o Mestre que disse:"Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados...aprendei de mim que sou manso e humilde de coração"Saboreie a prosa e a poesia, os serões na varanda,o jantar à luz de velas, passeios ao luar,artesanato, histórias, canções e brincadeiras.Acolha a Paz !Aquiete-se! Encontre tempo e espaço para Deus e sintonize com o infinito.

Ouça a voz dos Anjos em coro:"Glória a Deus nas Alturas e Paz aos homens de boa vontade"!Aceite o abraço da graça, da misericórdia e do perdão,da reconciliação e da paz.
Abra os ouvidos de seu coração para a voz do Ressuscitadoque ainda repete:"Dou-vos a paz, deixo-vos a minha Paz"

Ajude em Paz!
Procure ao seu redor a menção do amor filial. Do amor, que, em paz, ajuda em silêncio.

Dê a mão a um irmão... Olha quem passa, aquele, que, pela sorte, nasceu manco, sem visão, sem voz, sem ouvir... Aquele que pelo tempo, nasceu sem sentidos, nasceu desprovido da facilidade que nós temos de ir, de vir... De pular, de rir, de gargalhar, de correr... Ai, a paz... Ela é muito paz! Veja que esses nossos irmãos, são nossos irmãos... São até mais irmãos do que nós mesmos de nós! Vivem em Paz! Talvez até comunguem a Paz!

Presenteie-se, você é um presente de Deus para nós!
Areje sua morada interior, limpe as vidraças,deixe o sol fazer festa nas arestas do seu coração. Convide o luar ou as estrelas para brincarem de acender centelhas de risos, centelhas de fé.
Embrulhe-se em delicadezas e simplicidade e prepare-se para receber JESUS - o Príncipe da PAZ. Em cada celebração de Natal, Ele pede amorosamente, acolhida e pousada em seu coração, morada preferida de Deus.

Tenha um Natal cheio de luz. Cheio de Bondade! Cheio de Amor! Cheio de Paz!"

15 dezembro, 2006

15 de Dezembro: uma discussão sadia

Me recuso a aceitar a data de 1938 como a da emancipação da Batalha. Para tanto, publico abaixo, texto de autoria do Professor Fonseca Neto, publicado na coluna Escrevo e assino em baixo, do Jornal Diário do Povo, quando da publicação de meu livro Sob as bên~çãos de São Gonçalo - Aspectos históricos de Batalha.

O Professor Fonseca Neto é referência quando o assunto á História. Advogado, é Professor da Universidade Federal do Piauí, onde é Diretor de Centro. Muito respeitado no meio cultural piauiense, o Professor disserta sua opinião sobre o que eu escrevi em meu livro, e fala sobre as datas batalhenses.

Batalha de São Gonçalo: do Sagrado ao Profano

Por intermédio do amigo e professor Urbano Castro Machado, chegou - me às mãos há alguns dias o livro que Milton Martins Filho escreveu sobre a cidade e o município da Batalha, neste estado.

Trata - se de um resgate histórico interessante esse do Miltinho (assim o autor é conhecido entre os seus). Organizado e apresentado de forma a sobressair uma linha cronológica, além de alguns breves ensaios sobre fatos e personalidades locais, o estudo cumpre um papel essencial: traz a público um conjunto de informações sobre a origem e a formação da comunidade batalhense, notícias essas certamente pouco conhecidas ou mesmo desconhecidas de muitos.

Numa de suas obras mais festejadas, o livro Passeio a Oeiras, o historiador Dagoberto Carvalho Júnior enuncia uma frase de efeito e muito acertada (lapidar, por assim dizer): "Nenhuma cidade é portuguesamente brasileira se não nasce em derredor de uma igreja". Diz isto para começar a falar da primeira entre as primeiras Vilas - Cidades do Piauí, sua terra - berço.

Nesse trabalho, Carvalho Júnior nos conduz a um passeio pela trissecular Oeiras, seguindo um roteiro sentimental e pitoresco incensado pelo lirismo e poética.

De outra maneira, focando com lentes possantes o processo de constituição do espaço público urbano brasileiro, Murillo Marx, numa tese de livre docência apresentada à USP - Universidade de São Paulo, há dez anos, e logo feita em livro, vê - se quão poderosa e determinante foi a influência da esfera eclesiástica no dito processo.

O livro de Marx chama - se Nosso Chão: do sagrado ao profano (escreveu outro depois, 1992, Cidade no Brasil: Terra de quem?, em que retorna à questão). Em ambos, esse autor mostra de forma brilhante como o espaço urbano no Brasil, fundado canônicamente em "derredor" e em função da igreja("local pio","sagrado"), foi sendo secularizado/laicizado e se transmutando em chão público - civil ("profano"). Dizendo de outra maneira: de como a "Terra do Santo" foi se tornando "terreno foreiro municipal".

Em recente estudo de autoria das professoras Maria Célis Portella Nunes e Irlane Gonçalves de Abreu, intitulado Vilas e Cidades do Piauí (FUNDAPI, 1994), tomando de certo modo e em certa parte o esquema explicativo do próprio Murillo Marx, examinam elas o processo de formação das primeiras freguesias e vilas piauienses, chamando a atenção, sobretudo, ao traço comum destas, qual seja o nascimento a partir das capelas erigidas nas fazendas de gado.

Dizem Célis e Irlane (p. 92): "Via de regra, instalada a fazenda, assentados os fregueses ou vizinhos, o proprietário, por sua vontade ou atendendo a rogo de terceiros, cedia uma parcela da terra a um santo da devoção daquele povo. Erguia - se, então, uma capela (...). A terra do Santo transformava - se, a partir de então, em terra de ninguém (o poder de seus ex - donos, em tese, se tornaria igual ao dos outros fregueses) e em terra de todos em relação ao chão em que estava enraizado, um significado especial: não era público e nem privado, mas transcendia a esses domínios, tornando - se no imaginário popular um símbolo de proteção, tanto na vida como na morte. A própria ascensão de uma pequena freguesia à condição de vila, e depois à de cidade, tinha seu aval na Igreja". Apenas um reparo nessa análise: era mais comum, ao que se sabe, os fazendeiros adotarem como orago os Santos de sua devoção e não os do povo.

É possível que Miltinho não tenha tido acesso a esses estudos e interpretações, até porque não os cita. Mas o livro que fez sobre Batalha mostra exatamente o nascimento de uma comuna piauiense perfeitamente conformada na explicação acima. Aliás, a formação da Batalha evidencia outro traço geral e muitas vezes propositadamente esquecido que enreda o nascimento das comunidades lusas neste lado do Atlântico: o genocídio das populações nativas.

A atual povoação da Batalha é fundada no momento mesmo em que tropas a soldo de entradistas chefiados por Bernardo de Carvalho (Mestre de Campo e "senhor" de Bitorocara/Campo Maior) esmagam no campo de batalha os seculares e autênticos habitantes do lugar, os índios. Isto ocorreu, em algum(uns) dia(s) dos meses finais do ano de 1712, e logo depois "brancos"(fazendeiros e vaqueiros) tomam de conta definitivamente das terras e instalam seus criatórios. Está fundada a hoje cidade da Batalha. Em 1725, já estava levantada a Capela de São Gonçalo.

Gonçalo Carvalho da Cunha, Capitão - mor das Entradas é um dos chefes dessa (para eles) vitoriosa perseguição aos nativos. Miltinho não afirma, mas deve ser esse o Chefe que se impôs como "posseiro" do lugar, fundando assim a Batalha, e se constituindo no único eleitor de São Gonçalo para orago e protetor do lugar/povoação que fundara com a dizimação da indiada. O Padre - historiador Cláudio Melo, que em Portugal garimpou como ninguém dentre nós um grande número de importantes documentos da História do Piauí (alguns deles citados - transcritos pelo próprio Miltinho), ajuda - nos a revisitar esse cenário de guerra em mais de um de seus estudos.

Aliás, um desses documentos é datado de 25 de maio de 1713 e foi escrito por Sebastião Lima, e nele há a notícia dessa guerra "justa" aos índios no lugar da hoje povoação da Batalha (MELO, Cláudio. Bernardo de Carvalho. Teresina. EDUFPI, 1988. p. 31).

Num dos capítulos, Miltinho discute e recusa, acertadamente, uma data do ano de 1938 escolhida como da "emancipação" político - administrativa do hoje Município. De direito Batalha foi feita município em 1855, no mesmo lugar da Freguesia/Paróquia, no espaço da jurisdição civil do Terceiro Distrito do Termo Judicial da Piracuruca. De fato, ela foi fundada em 1712/13, portanto exatos 140 anos antes da Freguesia e 142 anos antes do município. Se é mesmo para se escolher uma "data magna", cheia de grandeza para a comunidade celebrar, porque não volver à vitoria na batalha donde nasceu a Batalha?

É de se indagar, todavia: convém celebrar uma façanha que demarca uma vitória do "branco" (português) sobre o vermelho (indio)? Sim, assim me parece e tudo depende do tipo de valoração que se dê ao fato histórico. Afinal, a história se move remoendo contradições.

Tinha mais a dizer sobre o livro de Miltinho Martins, mas meu espaço acaba de acabar. Resta um cumprimento final e um convite para que ele aprofunde, ainda mais, suas pesquisas. Todos temos a agradecê - lo: sua terra, com sua legião de Gonçalos e nós, que amamos a história.

13 dezembro, 2006

O sorriso do José Milton


É esse sorriso inocente, do José Milton, o presente para Batalha, nesses 151 anos de existência!

Para ela, a nossa terra - mater, toda a pureza do sorriso de uma criança, fruto de seu passado, esperança de seu futuro!

Batalha, meu amor

15 de dezembro de 1855. Imagino, eu, afeito ao metier diário de Cerimonial e Protocolo, que deva ter acontecido um ato solene.

Teresina, recém transferida sede da Capital da Província do Piauhy. Pelas tantas horas, reunidos no Gabinete do Presidente, autoridades diversas. O Presidente da Assembléia Provincial, Antônio Francisco Salles e os Deputados Simplício Mendes, Jacob Almendra e José Mariano Lustosa Amaral dão o tom político do evento. Na tribuna, a Lei de criação da Batalha.

O Comendador Frederico d’Almeida e Albuquerque, Presidente da Província, eleva a Povoação da Batalha a categoria de Villa com a mesma denominação.

Antes disso, em 1842, José Felício Pinto, em seu livro O Município no Piauí, nos dá a notícia do desmembramento do território de Batalha do município de Piracuruca, nosso tronco - mater. A Matriz de São Gonçalo, iniciada sua construção em 1794, fora concluida em 1814: 20 anos. Em 1838, Manoel Resplende funde os sinos de bronze de nossa Igreja, no Quartel das Barras, antes de ser sequestrado pelos revoltosos da Balaiada.

Antes disso, Luis Carlos Paiva Teixeira, magistrado - como Presidente da Província do Piauí criou em 22 de agosto de 1853, a Freguezia de São Gonçalo da Batalha, reconhecendo o seu templo, como casa de oração, em 03 de junho de 1854, quando tomou posse o seu primeiro Vigário, o Padre Antônio Simões de Moura.

A Villa da Batalha, então, criada em 15 de dezembro de 1855, fora solenemente instalada em 07 de setembro de 1858, no "Paço do Conselho", também, suponho, em uma cerimônia festiva, pelo Juiz de Piracuruca, Benício José de Moraes. Nessa ocasião, foi dado posse ao Conselho de Intendência, à frente, José Florindo de Castro.

Daquela Batalha distante na história, nos restou resquícios da Matriz de São Gonçalo, reformada e com suas torres derrubadas. Das torres antiga nos restou apenas os sinos, que, em seus repiques, nos trazem lembranças longinquas...

Ficou, também, para as nossas gerações, a Fé de nossos antepassados, no nosso Patrono, Padrinho, Padroeiro querido, São Gonçalo, que, de seu altar, passa os dias e as noites em vigília a nos abençoar, iluminar e guiar nossos passos com a divina bênção de Deus.

É para Batalha, meu eterno caso de amor, que ofereço essa singela homenagem. Uma homenagem que se estende aos seus filhos: aos que nos deram a vida, nossos pais; Aos que nos fizeram continuar na vida, mais pais ainda. Aos amigos perdidos nessa longa estrada. Aos que ainda estão por aqui... Aos que já se foram, para outras paragens... para outros lugares... para outros andares... para o além, nos deixando com a saudade infinda.

Mas para Batalha, quero deixar o sorriso do José Milton, ali da foto de cima, como símbolo de esperança em uma Batalha promissora... Que o futuro guarde para ele, e para todos os da idade dele, a quem ele representa nesta crônica, o que nós pudemos e faremos de melhor para nossa terra - berço, nosso torrão natal. É para ele, e para eles e elas, nossos filhos e filhas, que estamos buscando fazer uma Batalha mais justa. Mais digna.

E junto, esse magnífico refrão, plageando o nosso Hino: "Batalha terra eternamente amada, teu nome em nosso peito faz pulsar. E para te ver sempre exaltada para a glória havemos de lutar!"

04 dezembro, 2006

A Festa

Nossa turma da Superintendência de Articulação da Gestão Governamental - SAGG, da qual eu não faço parte, pois sou da Supérintendência de Gestão Interna, mas, metidamente, estou em todas, reuniu - se para uma comemoração de alguma coisa. Acho que foi da AMIZADE, que está imperando como nunca!

Desta vez, foi na casa dos pais da esposa do Ricardo, a Cássia. Foi tudo muito bom. A Carneirada da SAGG teve a participação especial de nosso querido amigo João Eudes, de São Raimundo Nonato, que trouxe dois carneiros "gordíssimos" preparados devidamente pelo Joãozinho e sua esposa, e servido assado e "trinchado" pelo Zezinho e pelo Maninho.

Quase todos compareceram. Faltou o "gostosão" do Gilson, o Guto, "mortiça", e a Rosinha. A Celene foi com outra amiga. Aumentou, dessa vez, o Petit, com a esposa, e a Mara Beatriz, com o esposo. Foi super animado.

A música truou durante a noite: Frank Sabbá, que arrasou no violão, foi acompanhado pelo Petit e por mim. Cantamos todas do Roberto Carlos, algumas das antigonas de seresta eoutras não menos populares.

O assunto, como não poderia ser diferente, foi nosso agradabilíssimo passeio ao litoral. E o ponto alto da festa, foi a fala do Chico Antônio, nosso Superintendente, que arrasou nos agradecimentos e em suas palavras. Foi o momento mais emocionante, pois o João Eudes, coitado!, quase se acaba de emoção. A Lourdes, altamente nervosa, teve logo uma crise, não sei de que, mas teve.

Todos saíram, foram se indo, aos poucos, e ficamos só nós: Eu, o super - irmão ativar, Jonas, o Carlos Eugênio, Rocha, Samaritana, Ricardo, a esposa e a sogrinha. Ficamos até o sol raiar. Faziam muitos meses que não sabia o que era chegar em cas com o sol no nascente!

Mais uma vez, foi 10, ops, 13!

A Festa 1




A Festa 2